A Expedição Pantanal - Patagônia, foi realizada por Márcio Rahal e Rosany Teixeira. A viagem teve início no dia 02 de janeiro de 2007 e duração de aproximadamente um mês, percorrendo Brasil, Argentina, Chile e Patagônia.
A viagem foi realizada por Márcio Rahal e Rosany Teixeira, ambos jornalistas. Teve início em 02 de janeiro de 2007 e durou 23 dias. Foram percorridos 10.600km entre Brasil, Argentina e Chile.

Entramos na Argentina por Foz do Iguaçu, rumo ao Nordeste do país, o primeiro destino foi a cidade de Salta, uma linda capital de Província às portas do Deserto do Atacama. As intermináveis retas e buracos da região do Chaco Argentino foram cansativas, assim como o pernoite na pitoresca Monte Quemado, mas as belezas de Salta compensaram. Foram dois dias de estadia, visita aos pontos turísticos da cidade, compras de lembranças e suprimentos (água e comida) para levar ao deserto.
Um bom passeio para quem está na região é a visita à Humahuaca, um vilarejo no meio do deserto, na estrada que leva à fronteira com a Bolívia. Lá você já sente os efeitos da altitude, pois o povoado está a 3 mil metros do nível do mar.
Saímos de Salta logo pela manhã, nosso destino era San Pedro de Atacama, entrando no Chile pelo Paso de Jama. Nossa última parada antes do Paso foi o povoado andino de Susques, onde existe o único posto de gasolina antes de San Pedro. Lá a gasolina é bem mais cara que no restante da Argentina. No posto existe uma boa pousada, com um restaurante que funciona boa parte do dia e da noite. A porta da frente da pousada é utilizada para colar adesivos. Aventureiros de várias partes do mundo já marcaram sua passagem pela vila.
O caminho entre Susques e San Pedro de Atacama é pelo topo da cordilheira dos Andes, e o ponto mais alto da passagem fica a 4.680 metros, logo depois da fronteira entre os dois países. O asfalto é bom e as subidas são vertiginosas. Nesse ponto deve-se rodar devagar, pois os acidentes são freqüentes e muito graves. Há incidência de gelo na pista em algumas épocas do ano.
Após San Pedro e seus arredores, descemos pela Ruta 5 Chilena com destino ao Vale Central e Santiago. Estrada monótona e interminável, repleta de caminhões das diversas mineradoras da região. O deserto é a única paisagem ao longo de centenas de quilômetros. Cidades para se parar ao longo do demorado trecho são: Copiapó, La Serena, Los Vilos, Papudo, Viña Del Mar.
Santiago é uma belíssima e moderna capital, e em alguns pontos dá pra se esquecer que está na América do Sul. Mas toda essa beleza tem um preço, e este, se reflete em diárias de hotéis, gasolina, alimentação e tarifas de pedágios. Definitivamente o Chile não é um país barato.
Saímos de Santiago e fomos em direção à região dos lagos, passando pelo charmoso e igualmente caro Vale Nevado. Nosso ponto de parada no Chile foi a cidade de Villarica, aos pés do vulcão de mesmo nome e vizinha da famosa Pucón. Essa região é cinematográfica, arquitetura do norte da Europa e vários rios e lagos cristalinos. Esportes radicais e caminhadas são algumas atrações do local.
A saída do Chile foi por Osorno, com destino a Vila La Angostura, na Patagônia Argentina. Oitenta quilômetros depois estávamos em Bariloche. A região é repleta de lagos e florestas. Em alta temporada é praticamente impossível encontrar hotel sem reserva, foi o que nos levou a pegar a Ruta 234 (chamada de ruta dos 7 lagos) que liga Vila La Angostura à San Martin de Los Andes. Uma estrada de rípio com aproximadamente cem quilômetros que corta a floresta subtropical.
Mais ou menos no meio do caminho entre Vila La Angostura e San Martin de Los Andes existe um local chamado Pichi Traful. Foi onde passamos a noite num excelente hotel fazenda ao estilo colonial. Cabanas de madeira com calafetação, banheiro no quarto com uma ducha muito quente e uma enorme e confortável cama. O café da manhã também é algo sensacional. Seguimos pela manhã até San Martim, pequena cidade de veraneio às margens do lago Laçar, de águas cristalinas e geladas. A Província de Neuquém guarda algumas das mais belas paisagens da Argentina.
O caminho até Buenos Aires foi cansativo e demorado, com estradas lotadas, mas em ótimas condições. Em cerca de dois dias e meio chegamos à Grande Cidade Autônoma de Buenos Aires (como é chamada pelos argentinos).
Cidade grande, com arquitetura típica européia e clima de correria, como qualquer grande capital. As largas avenidas permitem um bom fluxo de veículos, apesar do trânsito ser tumultuado e barulhento. Com a indicação de uma amiga, ficamos em um apart hotel na Praça do Congresso, a uma quadra do imponente Congresso Nacional. Mesmo em Buenos Aires a Argentina é um país com o turismo relativamente barato. A exceção fica por conta do charmoso bairro Recoleta, onde se encontram os imóveis, lojas, bares e restaurantes mais caros da Capital Federal.
No caminho de volta apenas um contratempo por conta de dois policiais corruptos da Província de Entre Rios, nos mandou encostar e lá se foram 100 pesos de propina por uma "ultrapassagem ilegal" supostamente cometida alguns quilômetros antes do posto policial.
Chegamos ao Brasil pela tríplice fronteira de Foz do Iguaçu, depois de 23 dias de viagem. Nenhum pneu furado, muitas fotos e histórias pra contar.




